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Rússia acusa EUA de atrapalhar as ‘difíceis’ negociações com a Ucrânia
Moscou – A Rússia acusou o governo dos Estados Unidos de atrapalhar as “difíceis” negociações com a Ucrânia e considerou que o objetivo de Washington é “dominar” a ordem mundial, usando inclusive as sanções para alcançar a meta.

“As negociações são difíceis, o lado ucraniano muda constantemente de posição. É difícil evitar a impressão de que nossos colegas americanos estão segurando as mãos deles”, disse o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em um discurso a estudantes em Moscou.

“Os americanos partem simplesmente do princípio de que não é proveitoso para eles que este processo termine rapidamente”, acrescentou.

“Muitos gostariam de garantir que as negociações entrem em um beco sem saída”, disse o chefe da diplomacia russa, que citou a Polônia, um dos principais apoiadores da Ucrânia.

“Os países ocidentais querem desempenhar o papel de mediadores. Não somos contrários, mas temos linhas vermelha”, continuou Lavrov.

O ministro russo também criticou os países ocidentais que estão “lotando a Ucrânia de armas” destinadas, segundo Lavrov, a “manter pelo maior tempo possível” Moscou e Kiev em um “estado de combate”.

O chanceler também afirmou que as sanções ocidentais anunciadas contra o país desde o início da ofensiva na Ucrânia têm o objetivo de “suprimir a Rússia como o obstáculo a um mundo unipolar”.

“Isso tudo não pela Ucrânia, e sim pela ordem mundial que os Estados Unidos querem dominar”, completou.

Ofensiva russa ‘estagnada’
A ofensiva russa na Ucrânia “está estagnada, apesar de toda destruição que provoca dia após dia” – disse o chefe de governo alemão, Olaf Scholz, nesta quarta-feira.

A “verdade é que a guerra destrói a Ucrânia, mas, com esta guerra, [Vladimir] Putin também destrói o futuro da Rússia”, acrescentou o chanceler alemão no Bundestag, acrescentando que Kiev pode “contar com a ajuda” da Alemanha.

“As imagens que nos chegam todos os dias da Ucrânia são difíceis de suportar: casas destruídas, hospitais bombardeados, cidades sitiadas, soldados mortos e cada vez mais civis mortos e feridos, mulheres e crianças fugindo com o pouco que conseguiram levar frente aos tanques e mísseis de Putin”, declarou Scholz, abalado.

“Está claro que os refugiados são bem-vindos aqui”, disse ele.

A Alemanha já recebeu oficialmente mais de 232 mil ucranianos.

Scholz afirmou, porém, que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não estará diretamente envolvida no conflito.

“Por mais difícil que seja, não cederemos às exigências de uma zona de exclusão aérea. A Otan não participará da guerra”, frisou.

Ele também não acredita que a Alemanha, que deve restringir sua dependência energética da Rússia, vá renunciar no curto prazo ao fornecimento de gás, ou de petróleo, deste país.

“Fazer isso de um dia para o outro significaria mergulhar nosso país e toda Europa em uma recessão”, advertiu.

“Centenas de milhares de empregos se veriam ameaçados. Setores industriais inteiros teriam problemas”, completou, insistindo em que “as sanções não devem atingir os Estados europeus mais fortemente do que atingem os dirigentes russos”.

Moscou também considerou que o objetivo de Washington é ‘dominar’ a ordem mundial, usando inclusive as sanções para alcançar a meta

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