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Mais de 1,7 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão, afirma a ONU
Mais de 1,7 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, de acordo com os dados atualizados da Organização das Nações Unidas (ONU) publicados nesta segunda-feira, 7.

O Alto Comissariado das Nações Unidos para os Refugiados (Acnur) contabiliza 1.735.068 refugiados, um aumento de quase 200 mil desde domingo, 6, segundo os números publicados nesta segunda-feira às 8h00 pelo horário de Brasília. As autoridades da ONU esperam que o fluxo aumente, sobretudo no caso de abertura de corredores humanitários que permitam aos civis sair das grandes cidades.

“Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, no seu perfil do Twitter.

Os números incluem pessoas que deixaram o território controlado por Kiev, com mais de 37 milhões de habitantes, mas não a península da Crimeia – anexada pela Rússia em 2014 – nem as duas áreas controladas pelos separatistas pró-russos no leste do país. De acordo com a ONU, até quatro milhões de pessoas podem abandonar o país devido ao conflito.

A Polônia é o país que recebeu o maior número de refugiados, a maioria mulheres e crianças, pois os homens em idade de combate não podem abandonar o país. De acordo com o Acnur, foram 1.027.603 pessoas, o equivalente a 59,2% do número total de migrantes.
No domingo, o país registrou outro recorde de entradas, com mais de 142 mil pessoas. De acordo com os guardas de fronteira poloneses, entre meia-noite e 7H00 o país recebeu 42 mil imigrantes.

Antes da crise, 1,5 milhão de ucranianos já moravam na Polônia, a maioria para trabalhar no país, que é membro da União Europeia.

A Hungria recebeu 10,4% do total de refugiados, o que equivale a mais de 180 mil pessoas.
O país tem cinco postos fronteiriços com a Ucrânia e várias cidades limítrofes, como Zahony, disponibilizaram edifícios públicos para alojar ucranianos.

Nas últimas 24 horas, a Eslováquia recebeu 14 mil ucranianos, o que resultou em um total de mais de 128 mil imigrantes desde o início da guerra.

Um total de 82.762 refugiados estão no território moldavo, de acordo com o Acnur. Após chegar à Moldávia, um pequeno país de 2,6 milhões de habitantes e um dos mais pobres da Europa, parte dos ucranianos continua a viagem para a Romênia ou, em sentido inverso, para a Ucrânia.
O Acnur contabilizou quase 79 mil refugiados procedentes da Ucrânia. Dois campos foram instalados, um em Sighetul e outro em Siret.
O número de pessoas que buscaram refúgio na Rússia não é atualizado desde o dia 3, quando estava em 53.300, 3,1% do total. O Acnur informou que, entre os dias 18 e 23 de fevereiro, 96 mil pessoas passaram dos territórios separatistas pró-Moscou de Donetsk e Lugansk para a Rússia.
A agência da ONU também informou que mais de 183 mil pessoas, 10,6% do total, se refugiaram em outros países europeus, mais distantes das fronteiras da Ucrânia.

Corredor humanitário

No segundo encontro entre autoridades russas e ucranianas, realizado no dia 3, os países decidiram criar um corredor humanitário para permitir a saída de civis da Ucrânia. No sábado, 5, porém, representantes dos dois países trocaram acusações de que o corredor não estava sendo respeitado. A Ucrânia afirma que a Rússia não cumpriu a promessa de cessar-fogo.

Segundo a uma agência de notícias Reuters, em uma tentativa mais recente de acordo para a saída de civis, a Rússia aceitou a criação de corredores humanitários em Kiev, Mariupol, Kharkiv e Sumy.

Alto comissário das Nações Unidas para os refugiados classificou o cenário como a crise de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial

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