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Coreia do Norte lança míssil intercontinental e atinge zona econômica marítima do Japão
Seul – A Coreia do Norte disparou um míssil balístico intercontinental (ICBM) nesta quinta-feira, 24, afirmaram Coreia do Sul e Japão, que expressaram indignação com esse que é o teste mais potente da capital norte-coreana, Pyongyang, desde 2017.
Em Washington, nos Estados Unidos, a Casa Branca condenou com veemência o teste, que “aumenta de maneira inútil as tensões” na região. A sede do Executivo americano também se comprometeu a “adotar todas as medidas necessárias para garantir a segurança do seu território, da Coreia do Sul e do Japão”.
O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, também condenou o lançamento e aconselhou Pyongyang a “desistir de tomar qualquer ação contraproducente”, afirmou seu porta-voz.
O lançamento foi “outra violação” da “trégua anunciada pela Coreia do Norte em 2018 sobre lançamentos dessa natureza e uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança”, disse Stephane Dujarric em comunicado.
Em Seul, o exército sul-coreano anunciou que disparou uma série de mísseis por terra, ar e mar como resposta. O Japão considerou “escandaloso e imperdoável” o lançamento do projétil, que caiu dentro da zona econômica marítima exclusiva do país.
Desde o início do ano, a Coreia do Norte executou uma dezena de testes de projéteis, uma série sem precedentes que desafia as sanções da ONU contra o desenvolvimento de seu programa armamentista e nuclear.
Pyongyang chegou a suspender oficialmente os testes de longo alcance enquanto o dirigente Kim Jong Un participava de negociações de alto nível com o presidente dos Estados Unidos no período, Donald Trump. No entanto, as conversações fracassaram em 2019 e estão paralisadas desde então.
“Foi uma violação da suspensão dos lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais prometida pelo presidente Kim Jong Un à comunidade internacional”, destacou o presidente sul-coreano Moon Jae-in em um comunicado.
“Isto representa uma grave ameaça à península da Coreia, à região e à comunidade internacional”, afirmou, antes de acrescentar que também é uma “clara violação” das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O míssil foi lançado nesta quinta-feira antes das 16H00 (4H00 de Brasília) a partir do distrito de Sunan, provavelmente o mesmo local em que aconteceu na semana passada um teste fracassado, e estabeleceu uma parábola de 6.200 quilômetros, indicou o Estado-Maior Conjunto de Seul.
De acordo com o vice-ministro da Defesa do Japão, Makoto Oniki, o míssil voou durante 71 minutos e caiu a 150 km ao oeste de sua costa norte, dentro da zona econômica exclusiva nipônica.
O primeiro-ministro nipônico, Fumio Kishida, afirmou que a Coreia do Norte está ameaçando “a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional (…) Isto não pode ser aceito”.
“Isto é um ato escandaloso e imperdoável”, acrescentou o chefe de Governo, que está em Bruxelas para um encontro de líderes do G7.
Momento perfeito
Há muitos anos, a Coreia do Norte aspira ter um ICBM com capacidade transportar várias ogivas e, de acordo com os governos dos Estados Unidos e a Coreia do Sul, está testando o Hwasong-17, um poderoso míssil intercontinental apresentado pela primeira vez em outubro de 2020.
Apesar das sanções internacionais mais severas, Pyongyang segue o programa de Kim Jong Un para modernizar suas Forças Armadas. Na semana passada, o país executou um teste fracassado com o que, segundo os analistas, seria um Hwasong-17 que explodiu em pleno voo sobre a capital do país.
“Pyongyang tentou lançar um ICBM no aeroporto de Sunan na semana passada, mas falhou”, disse Go Myong-hyun, pesquisador do Instituto Asan para Estudos Políticos.
“Então, o lançamento de hoje aconteceu para tentar corrigir a falha e porque o país precisa completar sua tecnologia ICBM imediatamente”, acrescentou Myong-hyun.
Estados Unidos e Coreia do Sul alertaram este mês que Pyongyang estava se preparando para disparar um ICBM e que testou componentes do Hwasong-17 camuflados como satélites espaciais.
A Coreia do Norte já havia disparado três mísseis do tipo, o último deles em novembro de 2017, o Hwasong-15, que foi considerado suficientemente potente para atingir o território continental dos Estados Unidos.
“Kim Jong Un quer se estabelecer como o líder que desenvolveu com sucesso armas nucleares e o ICBM”, declarou à AFP Ahn Chan-il, professor de estudos norte-coreanos.
Os lançamentos acontecem às vésperas do 110º aniversário do nascimento do fundador da Coreia do Norte e avô do atual líder do país, Kim Il Sung. O regime costuma usar as efemérides para demonstrar sua capacidade militar.
Além disso, Pyongyang aproveita a instabilidade internacional provocada pela invasão da Ucrânia, que gerou o aumento da disputa de Washington com Moscou e Pequim, assim como a transição na Coreia do Sul até a posse do presidente eleito Yoon Suk-yeol em maio.
“Kim provavelmente sente que é o momento perfeito para desenvolver o ICBM”, disse Ahn Chan-il.

Disparo foi condenado por autoridades do japonesas, americanas e sul-coreanas

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