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O número de mortos por deslizamentos de terra e inundações nas Filipinas, causados pela tempestade tropical Megi, subiu para 133 nesta quinta-feira, 14, segundo dados oficiais, depois que mais corpos foram encontrados em vilarejos cobertos de lama.

Dezenas de pessoas continuam desaparecidas, depois que a tempestade atingiu o arquipélago por dias, forçando grande parte da população a se refugiar em centros de evacuação.

Na província central de Leyte, mais atingida por Megi, deslizamentos de terra devastadores varreram comunidades agrícolas e pesqueiras, destruindo casas em seu caminho. Equipes de emergência no município de Abuyog recuperaram dezenas de corpos da cidade costeira de Pilar, destruída por um deslizamento de terra na terça-feira.

Pelo menos 43 pessoas morreram, uma delas se afogou e cerca de 150 estão desaparecidas naquele município, disse Lemuel Traya, prefeito de Abuyog, observando que há poucas esperanças de encontrar sobreviventes.

Outras 86 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em vilarejos ao redor de Baybay City, disseram autoridades locais. Cem ainda estão desaparecidas.

Três pessoas morreram afogadas na ilha de Mindanao, no sul, e mais uma morreu na província central de Iloilo, disse a agência nacional de desastres em sua última atualização.

O mau tempo e a lama complicaram os esforços de resgate em Pilar, cujo solo era instável. As equipes de resgate também estavam verificando a costa depois que alguns corpos foram arrastados pela corrente marítima.

“Parecia um helicóptero”, disse Anacleta Canuto, 44, vereadora de Pilar, descrevendo o som do deslizamento. Canuto sobreviveu com o marido e dois filhos, mas perdeu pelo menos nove parentes.

O pescador Santiago Dahonog, 38, disse que correu para o mar com dois irmãos e um sobrinho quando viram o deslizamento de terra avançando em Pilar. “Saímos de casa, corremos para a água e começamos a nadar. Fui o único sobrevivente”, afirmou.

Na área de Baybay City, a cidade mais afetada foi Cantagnos, onde 32 pessoas morreram e 103 estão desaparecidas.

Três outras mortes relatadas anteriormente na província central de Negros Oriental foram removidas da contagem depois que foi determinado que a causa dessas mortes não estava associada à tempestade.

Megi atacou no início das celebrações da Semana Santa, um dos principais feriados neste país de maioria católica, quando milhares de pessoas viajam frequentemente para visitar parentes. Ocorreu quatro meses depois que um supertufão devastou grande parte do país, matando mais de 400 pessoas e deixando centenas de milhares desabrigados.

As Filipinas são consideradas um dos países mais vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas, recebendo cerca de 20 tempestades por ano.

Dezenas de pessoas continuam desaparecidas, depois que Megi atingiu o arquipélago por dias, forçando grande parte da população a se refugiar em centros de evacuação

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