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Awali – O Papa Francisco chegou nesta quinta-feira, 3, no Bahrein para uma visita de quatro dias, a primeira de um pontífice ao pequeno reino muçulmano do Golfo. A viagem faz parte da agenda do Vaticano dedicada em aumentar o diálogo inter-religioso. 
O Papa foi recebido pelo rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa antes de pronunciar um discurso no fim da tarde diante das autoridades e do corpo diplomático no palácio de Al-Sakhir, em Awali. A 39º ao exterior do pontífice argentino é a segunda para esta região, depois de sua visita história aos Emirados Árabes Unidos em 2019, quando divulgou uma mensagem de convivência entre as religiões.
“Que cada encontro seja uma oportunidade frutífera para apoiar, em nome de Deus, a causa da fraternidade e da paz, que hoje precisamos urgentemente”, afirmou Francisco na terça-feira, em referência à viagem, durante o Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Durante sua estadia, Francisco se reunirá com o grande imã de Al-Azhar, a principal autoridade para os sunitas, e terá um diálogo com o “Conselho de Sábios Muçulmanos” na mesquita do Palácio Real.
“Que estas duas personalidades do mundo muçulmano e cristão se reúnam no Bahrein é um honra”, afirmou à AFP o xeque Abdul Latif Al-Mahmud, membro do Conselho Supremo de Assuntos Islâmicos do país.
O Papa Francisco fará sete discursos no Bahrein, um dos países mais ricos do mundo graças ao petróleo e que tem como forma de governo a monarquia constitucional. E embora o Vaticano insista em querer enviar uma “mensagem de paz e diálogo”, a visita também gerou críticas de várias organizações de defesa dos direitos humanos, que acusam o rei do Bahrein de discriminar e marginalizar os xiitas do país, que representam 46% da população.
Estado insular de 1,4 milhão de habitantes, o Bahrein tem quase 80 mil católicos, em sua maioria trabalhadores procedentes da Ásia, em particular imigrantes da Índia e Filipinas. Analistas acreditam que Francisco vai pedir respeito à liberdade de religião e expressão no país, um dos temas mais sensíveis, também denunciado por organizações de defesa dos direitos humanos.
Na terça-feira, nove ONGs pediram ao papa que “exija publicamente ao Bahrein” a abolição da pena de morte e “acabe com todas as execuções”.
A Anistia Internacional denunciou “atos de tortura”, assim como violações da liberdade de expressão e reunião, enquanto a ONG Human Rights Watch apontou a “marginalização seletiva” da oposição política, duramente reprimida nos protestos da Primavera Árabe de 2011.

Visita gerou críticas de organizações de defesa dos direitos humanos, que acusam o governo de discriminação e marginalização de xiitas

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