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Ministro britânico condena ações de Putin e de suas tropas
Londres – O ministro britânico da Defesa, Ben Wallace, considerou nesta segunda-feira, 9, que o governo de Vladimir Putin “reflete o fascismo e a tirania” da Segunda Guerra Mundial e que os generais russos deveriam ser levados a um conselho de guerra por suas ações na Ucrânia.

Em um discurso proferido em Londres no dia em que a Rússia celebra com grande pompa a vitória contra a Alemanha nazista em 1945, Wallace acusou o presidente russo de usar esse aniversário para encobrir seus erros na Ucrânia.

Sua resposta aos fracassos no terreno tem sido uma “vergonhosa demonstração de autopreservação, unida ao fracasso, à ira, à desonestidade e à busca de bodes expiatórios”, criticou. “Com sua invasão da Ucrânia, Putin, seu círculo íntimo e seus generais refletem o fascismo e a tirania de 77 anos atrás, repetindo os erros dos regimes totalitários do século passado”, ressaltou.

“Mostram o mesmo desprezo pela vida humana, pela soberania nacional e pelo sistema internacional baseado em regras”, insistiu.

O presidente russo se esforça para apresentar a invasão da Ucrânia como uma sequela da Segunda Guerra Mundial e, hoje, voltou a acusar este país de neonazismo durante as comemorações da vitória de 1945. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, também nesta segunda, que seu país não se permitiria “se apropriar da vitória sobre o nazismo”.

Para o ministro Wallace, os generais russos “não estão apenas participando de uma invasão ilegal e de crimes de guerra, mas (…) falharam com seus próprios soldados ao ponto de que deveriam ser submetidos a um conselho de guerra”. Ele denunciou ainda “que os generais russos – resplandecentes em seus uniformes de desfile, carregados com suas inúmeras medalhas – são cúmplices do desvio, por parte de Putin, da orgulhosa história de seus antepassados”.

“Em vez disso, agora são eles que infligem um sofrimento desnecessário a serviço do gangsterismo de baixo nível”, completou o ministro britânico.

“Para eles, e para Putin, não pode haver dia da vitória, mas de desonra e, certamente, de derrota na Ucrânia”, concluiu.

‘Mostram o mesmo desprezo pela vida humana, pela soberania nacional e pelo sistema internacional baseado em regras’, insistiu

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