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Liz Truss renuncia ao cargo de primeira-ministra do Reino Unido
A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira, 20, desencadeando uma nova eleição dentro do Partido Conservador. O mandato da sucessora de Boris Johnson foi marcado pela crise econômica enfrentada pelo Reino Unido. Truss teve o mandato mais curto de um primeiro-ministro na história do país, exercendo o cargo por apenas seis semanas. “Dada a situação, não posso cumprir o mandato para o qual fui eleita pelo Partido Conservador”, disse Truss.
Em pronunciamento na porta de Downing Street, a sede do governo do Reino Unido, em Londres, Liz Truss, acompanhada de seu marido, disse que já informou sua renúncia ao rei Charles III. E que permanecerá no cargo até que o Partido Conservador escolha outro líder.
“Esta manhã encontrei o presidente do Comitê de 1922, Sir Graham Brady. Concordamos que haverá uma eleição de liderança, a ser concluída na próxima semana. Isso garantirá que permaneçamos no caminho para entregar nossos planos fiscais e manter a estabilidade econômica e a segurança nacional de nosso país”, declarou.
Na última segunda-feira, 17, a premiê pediu desculpa por “erros” em seu programa que fizeram com que a confiança dos investidores evaporasse e seus índices nas pesquisas despencassem. A primeira-ministra também tinha afirmado que não iria renunciar ao cargo. “Quero pedir desculpa pelos erros cometidos”, disse. “Fui eleita para trabalhar por este país. E é isso que estou determinada a fazer, concluiu.
Já na quarta-feira, 19, Liz Truss se defendeu de ataques feitos dentro de uma sessão legislativa pelo líder dos trabalhistas, Keir Starmer, onde perguntou ao Parlamento: “Para que serve uma primeira-ministra, cujas promessas não duram uma semana?”. Starmer puxou o coro “fora, fora!”. Truss respondeu dizendo que não é alguém que desiste: “Sou uma batalhadora, e não alguém que desiste”. Depois, insistiu: “Estou disposta a tomar decisões difíceis”.
Na última semana, a líder perdeu dois ministros: o de Finanças, responsável pelo polêmico plano, e a do Interior, Suella Braverman, que renunciou na quarta. A saída de Braverman, considerada a mais linha dura do governo de Truss, acelerou e aprofundou a crise.
Após uma disputada eleição interna, o Partido Conservador elegeu Liz Truss como primeira-ministra.
Apenas três dias depois, no entanto, a rainha Elizabeth II morreu, e o Reino Unido entrou em um longo período de luto e cerimônias de despedida que adiaram o início dos trabalhos do governo de Truss.

Curto mandato da premiê foi marcado por uma crise econômica

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