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Líderes ao redor do mundo reagem à morte de ex-premiê do Japão
“Democrata”, “visionário”: da Ásia ao Ocidente, os líderes mundiais prestaram homenagem nesta sexta-feira (8) ao ex-primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e expressaram pesar após seu assassinato durante um comício. Shinzo Abe, que marcou a vida política de seu país na última década e que continuava muito influente, foi morto nesta sexta-feira (8) vítima de um ataque a tiros durante um comício eleitoral.
De acordo com fontes policiais citadas pela imprensa japonesa, o suspeito preso é um japonês de 41 anos chamado Tetsuya Yamagami.

A Índia declarou um dia de luto nacional no sábado (9) em “solidariedade” com os japoneses.

Estados Unidos 

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, lamentou a perda de um “líder visionário” que “elevou as relações entre (…) os Estados Unidos e o Japão aos mais altos níveis”.

Rússia 

“Desejo a vocês (…) coragem diante dessa perda irreparável”, declarou o presidente russo, Vladimir Putin, em um telegrama de condolências dirigido à mãe e à viúva de Shinzo Abe, segundo um comunicado do Kremlin.

“As belas memórias deste homem notável viverão para sempre nos corações daqueles que o conheceram”, ressaltou.

China

A embaixada chinesa no Japão afirmou que a China estava “chocada” com o ataque. “O ex-primeiro-ministro Abe contribuiu para a melhoria e o desenvolvimento das relações sino-japonesas. Expressamos nossas condolências pela ocasião de seu falecimento e expressamos nossa solidariedade à família”, declarou um porta-voz da embaixada.

Otan e União Europeia 

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse estar “profundamente entristecido por este assassinato hediondo”. Ele elogiou “um defensor da democracia”, “meu amigo e colega de muitos anos”.

O Japão é um parceiro fundamental da Aliança Atlântica.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, denunciou no Twitter o “assassinato covarde e brutal” de um “grande democrata e defensor de uma ordem mundial multilateral”, cujo ataque “chocou o mundo inteiro”.

“Nunca vou entender o assassinato brutal deste grande homem. Japão, os europeus compartilham seu luto”, reagiu, por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na mesma rede social.

Itália 

“A Itália está chocada com o terrível ataque que atingiu o Japão e seu debate democrático livre”, reagiu o chefe de Governo italiano, Mario Draghi.

Alemanha

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse estar “atordoado e profundamente entristecido”, afirmando estar “ao lado do Japão nestes tempos difíceis”.

“É com horror que soube da notícia (…)”, reagiu a ex-chanceler Angela Merkel, recordando o seu “prazer em trabalhar” com um homem com quem a relação era “imbuída de confiança”.

França 

“O Japão perde um grande primeiro-ministro, que dedicou sua vida ao seu país e trabalhou para trazer equilíbrio ao mundo”, reagiu o presidente francês, Emmanuel Macron.

Holanda

“Guardo excelentes lembranças de nossa amizade e do trabalho que fizemos juntos”, declarou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, condenando um ataque “covarde”.
Reino Unido 
“Incrivelmente triste por Shinzo Abe. Muitos se lembrarão da liderança mundial que ele demonstrou em tempos difíceis”, tuitou o primeiro-ministro britânico demissionário, Boris Johnson.

Coreia do Sul 

“Estendo minha simpatia e condolências à família e ao povo do Japão pela perda de seu primeiro-ministro que mais tempo permaneceu no poder e político respeitado”, afirmou o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, em um comunicado, condenando um “ato criminoso inaceitável”.

Índia 

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, decretou um dia de luto nacional no sábado em homenagem a Shinzo Abe.

“Estou chocado e entristecido além das palavras pela morte trágica de um dos meus amigos mais queridos, Shinzo Abe”, escreveu no Twitter. “Somos solidários com nossos irmãos e irmãs japoneses neste momento difícil”.

Turquia 

“Lamento profundamente a perda do meu querido amigo Abe”, reagiu o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. “Condeno aqueles que cometeram este ataque odioso”.

Ex-primeiro-ministro foi mortos a tiros enquanto discursava nesta sexta-feira

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