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Júri inicia deliberações no caso do massacre em escola da Flórida
O júri encarregado de decidir o destino de Nikolas Cruz, o jovem que matou 17 pessoas em uma escola de ensino médio da Flórida em 2018, retirou-se nesta quarta-feira (12) para iniciar as deliberações antes de dar seu veredicto. Cruz, de 24 anos, declarou-se culpado em 2021, de 17 assassinatos e 17 tentativas de assassinato no massacre cometido em 14 de fevereiro de 2018, na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, uma pequena cidade ao norte de Miami.
Iniciado há quase seis meses com a seleção do júri, este julgamento foi aberto para determinar sua sentença. Os 12 jurados – sete homens e cinco mulheres – têm duas opções: pena de morte, ou prisão perpétua sem liberdade condicional. Para que a primeira opção prevaleça, a decisão deve ser tomada por unanimidade.
Na terça-feira (11), a acusação e a defesa de Cruz falaram pela última vez após quase três meses de exaustivas audiências para as famílias das vítimas. O principal promotor do caso, Michael Satz, pediu a pena de morte para o réu de 24 anos, insistindo em que o tiroteio foi “um massacre sistemático” planejado com meses de antecedência.
Durante seu argumento, Satz voltou a descrever, com detalhes, os passos de Cruz naquele Dia de São Valentim (correspondente ao Dia dos Namorados, que no Brasil acontece em 12 de junho). O assassino confesso, então com 19 anos, chegou de Uber à escola Marjory Stoneman Douglas, da qual havia sido expulso um ano antes por motivos disciplinares.
Em apenas nove minutos, Cruz desencadeou o caos com o fuzil semiautomático que carregava escondido em uma mochila. Matou 17 pessoas – 14 estudantes e três funcionários – e feriu outras 17. A advogada de Cruz, Melisa McNeill, pediu ao júri que poupasse a vida de seu cliente, após acusar o promotor de tentar “desumanizá-lo” para conseguir uma condenação baseada em “vingança”.
Sua alegação se concentrou na infância traumática do réu, descrito por ela como “um jovem frágil, com danos cerebrais e mentalmente doente”. Segundo a defesa, Cruz nasceu com um transtorno do espectro alcoólico fetal, provocado por uma mãe dependente de álcool e de drogas. Além disso, o jovem cresceu em um lar violento, criado por uma mãe adotiva que, deprimida, também começou a beber e não teve tratamento psicológico adequado, acrescentou McNeill.
“Vocês nunca se arrependerão de votar pela vida”, disse ela ao júri.
O massacre de Parkland chocou o país e reacendeu o debate sobre o controle de armas, já que Cruz conseguiu comprar legalmente o fuzil usado na tragédia, apesar de seu histórico psiquiátrico.

Jurados tem duas opções de sentença; pena de morte ou prisão perpétua sem liberdade condicional

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