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Extremistas anticovid são detidos na Alemanha por preparar ‘atentados violentos’
A justiça alemã anunciou nesta quinta-feira (14) a prisão de quatro membros de uma rede de extrema direita que se opõe às regras anticovid, que estariam planejando “ataques violentos” na Alemanha e sequestros de “personalidades”.

Fontes oficiais informaram à AFP que entre seus alvos estava o ministro da Saúde, o social-democrata Karl Lauterbach, que afirmou ter se sentido “chocado” ao tomar conhecimento.

A rede, que reúne umas “70 pessoas” no país e se autodenomina “Patriotas Unidos”, visava a destruição do “sistema democrático alemão”, informou a polícia e o Ministério Público da região da Renânia-Palatinado (sudoeste).

Os membros falavam entre si sobre temas como “a derrubada da ordem democrática e a instauração de um novo governo. Também sobre declarações segundo as quais (o presidente russo, Vladimir) Putin deveria ter sucesso aqui na Alemanha para permitir o advento de um novo sistema”, detalhou Roger Lewentz, ministro do Interior da Renânia-Palatinado.

Os suspeitos também planejaram atacar a rede elétrica e causar “apagões significativos em todo o território”, o que teria criado, segundo eles, as bases para uma “guerra civil”. As autoridades investigam esse grupo desde outubro de 2021.

Durante a operação de quarta-feira, apreenderam armas de fogo, munições, barras de ouro e moedas de prata e dinheiro no valor de 10 mil euros. Também encontraram documentos detalhando os planos do grupo e certificados falsos de vacinação contra o coronavírus. Os detidos têm entre 41 e 55 anos.

As operações policiais contra esses setores radicais que se opõem às restrições sanitárias aumentaram na Alemanha, onde a violência da extrema-direita é considerada o principal risco à ordem pública, à frente das ameaças jihadistas.

“Vamos lutar contra os inimigos da nossa democracia com todos os meios do Estado de direito”, prometeu o chanceler Olaf Scholz no Twitter.

A Alemanha se encontra em estado de alerta contra o terrorismo de extrema direita desde o assassinato, em junho de 2019, por um militante neonazista, de um deputado do partido conservador de Angela Merkel, que defendia a política de acolhida dos migrantes da ex-chanceler. Sua morte abalou o país e desde então, as operações policiais têm sido frequentes.

Rede, que reúne 70 pessoas no país e se autodenomina ‘Patriotas Unidos’, visava a destruição do ‘sistema democrático alemão’

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