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Corpos de 410 civis são encontrados em áreas liberadas perto de Kiev, diz Ucrânia
Ucrânia – Os corpos de 410 civis foram encontrados nos territórios da região de Kiev recentemente retomada do exército russo pelas forças ucranianas, informou neste domingo a procuradora-geral ucraniana, Iryna Venediktova.

“Os peritos forenses já examinaram 140 deles”, acrescentou ela durante uma transmissão em vários canais de televisão ucranianos.

Os Estados Unidos e Otan se declararam horrorizados com as imagens de atrocidades contra civis na Ucrânia e advertiram que o recuo das tropas russas dos arredores de Kiev não representa uma retirada ou o fim da violência.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que os assassinatos de civis em Bucha, nas proximidades da capital da Ucrânia, são “horríveis” e “inaceitáveis”, enquanto o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, os chamou de “um soco no estômago”.

“É uma brutalidade contra os civis que não vimos na Europa em décadas. É horrível e absolutamente inaceitável”, declarou Stoltenberg ao canal CNN, um dia após a divulgação das imagens de Bucha, cidade ucraniana recuperada das mãos das forças russas.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, chamou neste domingo de “crimes de guerra” os “ataques desprezíveis” da Rússia contra civis em Bucha.

“Os desprezíveis ataques da Rússia contra civis inocentes em Irpin e Bucha são mais uma prova de que (o presidente russo Vladimir) Putin e seu exército estão cometendo crimes de guerra na Ucrânia”, afirmou o britânico em um comunicado.

Contestatação

Os possíveis assassinatos de civis nos arredores de Kiev foram constatados depois que o exército russo abandonou a zona diante da grande resistência das forças ucranianas.

Correspondentes da AFP observaram no sábado ao menos 20 cadáveres com roupas civis em apenas uma rua de Bucha. Um homem tinha as mãos amarradas às costas, com o passaporte ucraniano ao lado do corpo.

Os corpos de 57 pessoas foram enterrados em uma vala comum na cidade, afirmou neste domingo Serhii Kaplychny, comandante dos socorristas de Bucha, que mostrou o local à AFP.

O chefe da diplomacia americana também falou sobre as ações atribuídas às tropas russas: “Você não pode evitar ver essas imagens como um soco no estômago”, declarou Blinken a CNN.

“Esta é a realidade do que acontecerá todos os dias enquanto a brutalidade da Rússia contra a Ucrânia continuar”, acrescentou.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de cometer “genocídio” de civis no país, em uma entrevista ao canal americano CBS que será exibida neste domingo.

“Isto é genocídio. A eliminação de toda a nação e do povo”, disse Zelensky ao programa Face the Nation, de acordo com uma transcrição divulgada pela emissora.

O secretário-geral da Otan afirmou que não está muito otimista com os anúncios da Rússia de retirada da região de Kiev. “O que vemos não é uma retirada, e sim que a Rússia está reposicionando suas tropas”, declarou. “De certo modo, não devemos ser muito otimistas porque os ataques continuarão e também estamos preocupados com o aumento dos ataques”, acrescentou.

Blinken fez a mesma advertência em declarações ao canal MSNBC, observando que Moscou ainda tem “a capacidade de causar morte e destruição em massa, mesmo em lugares como Kiev, com poder aéreo e mísseis”.

Mas ele também disse que a mudança parece ser “uma evidência de que os planos originais da Rússia de assumir o controle de todo o país, incluindo Kiev, sofreram um revés devastador”.

“A Rússia tinha três objetivos: subjugar a Ucrânia a sua vontade, negar sua soberania e independência, afirmar o poder russo e dividir o Ocidente, dividir a aliança. E fracassou nas três frentes”, disse Blinken.

Ele considerou fundamental que o Ocidente e Kiev mantenham pressão sobre a Rússia. “Estamos fazendo tudo o que podemos para apoiar os ucranianos… Tudo isso fortalecerá a posição da Ucrânia na mesa de negociações”, disse.

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