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Ciclone Sitrang deixa ao menos 16 mortos e oito desaparecidos em Bangladesh
Bangladesh – Pelo menos 16 pessoas morreram e oito estão desaparecidas, após a passagem do ciclone Sitrang pelo sul de Bangladesh, informaram as autoridades nesta terça-feira, 25. Cerca de um milhão de pessoas abandonaram suas casas nas regiões que estão mais expostas a tempestade.
Algumas vítimas morreram na queda de árvores e outras duas em um naufrágio no rio Jamuna, disse Jebun Nahar, funcionária do governo. “Ainda não recebemos todos os relatos de danos provocados pelo ciclone”, completou.
Segundo o chefe regional dos bombeiros, Abdullah Pasha, os desaparecidos estavam a bordo de um barco de dragagem que virou durante a tempestade na manhã desta terça-feira, no golfo de Bengala, perto do parque industrial de Mirsarai, o maior do país.
“Um vento forte virou a draga, que afundou imediatamente”, acrescentou o funcionário. Uma equipe de mergulhadores está procurando possíveis sobreviventes. O ciclone atingiu a ilha de Bhola às 21h00 de segunda-feira (12h00 de Brasília), antes de avançar para o estado de Meghalaya, nordeste da Índia.
Na região de Barisal, a mais afetada, as fortes chuvas e os ventos destruíram uma grande área de plantação. As escolas permanecem fechadas no sul e sudoeste do país. Na capital Dacca, que fica a centenas de quilômetros da área mais abalada pelo ciclone, o vento derrubou várias árvores.
Nesta segunda-feira, 24, quase um milhão de pessoas receberam ordens para abandonar suas casas nas regiões costeiras, ilhas e áreas próximas a rios e seguiram para milhares de abrigos, anunciou o secretário do ministério da Gestão de Catástrofes, Kamrul Ahsan. Na manhã desta terça-feira, muitos retornaram para suas casas, informou.
Quase 10 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica em suas residências em 15 distritos costeiros do país. Na ilha de Maheshkhali, sul de Bangladesh, o ciclone também derrubou árvores e provocou cortes de energia e das telecomunicações.
“A força do vento era tanta que não conseguimos dormir durante toda a noite, por medo de que nossas casas fossem destruídas”, disse Tahmidul Islam, morador de Maheshkhali, de 25 anos. “Cobras entraram em muitas casas e várias residências ficaram inundadas”, acrescentou o jovem.
Na vizinha Índia, no estado de Bengala Ocidental, milhares de pessoas seguiram para centros de emergência na segunda-feira e foram autorizados a retornar para casa 24 horas depois.
Bangladesh, com uma população de 170 milhões de habitantes, é um dos países mais afetados pelos fenômenos meteorológicos extremos desde o início do século XXI, segundo a ONU. De acordo com os cientistas, a mudança climática provavelmente tornará os ciclones mais intensos e mais frequentes nos países do sul da Ásia.
Os procedimentos de evacuação de áreas afetadas, no entanto, também melhoraram graças a previsões meteorológicas mais precisas. Em 2020, o ciclone Amphan, o segundo “superciclone” mais forte da história do Golfo de Bengala, deixou mais de 100 mortos e milhares de desabrigados em Bangladesh e Índia.

Quedas de árvores e naufrágio foram as principais causa dos óbitos; cerca de um milhão de pessoas abandonaram suas casas por causa da tempestade

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