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China pede que Rússia e Ucrânia evitem ‘transbordamento’ da guerra
O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, pediu neste sábado (24/09), na Assembleia Geral da ONU, que Rússia e Ucrânia não permitam que o conflito “transborde” e protejam os interesses e direitos legítimos dos países em desenvolvimento.
“Pedimos a todas as partes envolvidas que evitem que a crise transborde e que protejam os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento”, declarou o chanceler, depois de assegurar que a China “apoia todos os esforços para uma solução pacífica” da “crise ucraniana”.
Wang afirmou que a prioridade é facilitar as negociações de paz e que em nenhum momento expressou apoio à invasão da Ucrânia pela Rússia. De acordo com ele, a solução seria abordar as preocupações legitimas de segurança de ambos os lados para que possa se construir uma arquitetura de segurança equilibrada, eficaz e sustentável. Ele também lembrou que a a China aderiu o princípio de “não interferência” e que o país tem feito esforços para resolver os problemas de todas as partes de maneira construtiva.
Pequim reitera insistentemente seu apoio à soberania de todos os países em relação à Ucrânia, mas se recusa a condenar a invasão russa daquela ex-república soviética. O chanceler chinês se reuniu esta semana em Nova York com o ucraniano Dmytro Kuleba e assegurou que Pequim defende o respeito da “integridade territorial de todos os países”.
Na semana passada, depois de um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, o presidente russo Vladimir Putin elogiou “a posição equilibrada” de Xi sobre a Ucrânia e disse que compreende as dúvidas e preocupações de Jinping sobre a invasão que dura sete meses. Ao mesmo tempo, neste sábado, o chefe da diplomacia chinesa se referiu a Taiwan, que não está na ONU, e declarou que a China deve “combater firmemente as atividades separatistas” e “executar ações determinadas a se opor à interferência externa”.
“Qualquer tentativa de impedir a reunificação da China deve ser esmagada pela roda da história”, alertou.
O ministro se encontrou na sexta-feira à margem da Assembleia Geral com seu colega americano, Antony Blinken, em sua primeira reunião desde julho em Bali, onde os dois expressaram sua intenção de retomar o diálogo.
Um mês depois, a presidente da Câmara de Representantes americana, Nancy Pelosi, visitou Taiwan o que causou a fúria de Pequim e um ressurgimento das tensões entre as duas grandes potências.
Com esta reunião, Wang acusou os Estados Unidos de “enviar sinais muito ruins e perigosos” por incentivar a independência de Taiwan, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.
Para Blinken, é necessário preservar a “paz e estabilidade” no estreito de Taiwan.

Pequim afirma defender a soberania de todos os países em relação à Ucrânia, mas não condena a invasão russa

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