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Castillo se reúne com líderes da oposição do Congresso peruano
O presidente do Peru, o esquerdista Perdo Castillo, iniciou nesta terça-feira, 5, uma reunião com os líderes da oposição que controlam o Congresso em busca de conter as manifestações que levaram o governo a decretar um toque de recolher diurno em Lima.

“Vamos ouvir o Congresso e vamos dizer o que estamos fazendo nesta conjuntura, nesta pandemia e mais ainda nesta situação que foi agravada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia”, disse Castillo ao chegar ao Parlamento.

“Estamos dispostos a conversar e ver uma saída conjunta para este cenário”, completou Castillo, que enfrenta a primeira grande manifestação contra seu governo, iniciado há oito meses.

Enquanto o presidente iniciava a reunião com os diretores do Congresso e os chefes das bancadas, pouco depois das 15h locais (20h GMT), centenas de pessoas protestaram em várias partes de Lima, cujas ruas pareciam esvaziadas, vigiadas por militares e policiais.

Com cartazes dizendo “Fora Castillo” e batendo panelas, os manifestantes marcharam pelas ruas em direção à Plaza San Martín.

“Estamos marchando contra as medidas de Castillo. O povo sem trabalho, com toque de recolher, estamos fartos. Já este senhor (Castillo) tem que voltar pra casa”, disse à AFP Nelson del Carpio, um homem de meia-idade com uma bandeira peruana.

A polícia e os militares não impediram as manifestações, observaram jornalistas da AFP.

“Castillo não está governando bem nosso país. Ao invés de nos passar uma mensagem de tranquilidade, ele colocou em prática uma ditadura de nos trancar o dia todo”, criticou a manifestante Karina Velásquez, em referência ao toque de recolher.

Em mensagem transmitida na televisão na noite de segunda-feira, Castillo anunciou a “imobilidade cidadã” (toque de recolher) para esta terça-feira, argumentando que a medida buscava “resguardar a segurança” da população “diante dos atos de violência que alguns grupos querem criar”.

Os residentes de Lima foram surpreendidos pelo anúncio, porque os distúrbios foram localizados e os mais graves aconteceram nas províncias, não na capital.

Manifestações têm deixado um clima tenso por todo o país

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