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Bidem se diz pronto para negociar novo acordo sobre redução de armas nucleares com a Rússsia
O presidente dos Estados Unidos, John Biden, afirmou nesta segunda-feira, dia 1º, que o seu governo está pronto para renegociar o Novo Start, que expira em 2026. O Novo Start é um tratado de redução de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, com o nome formal de Medidas para a Redução e Limitação de Armas Ofensivas Estratégicas. O tratado original foi assinado em 8 de abril de 2010 em Praga e, após ratificação, entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011.

“Mesmo no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética conseguiram trabalhar juntos para defender nossa responsabilidade compartilhada de garantir a estabilidade estratégica. Hoje meu governo está pronto para negociar rapidamente uma nova estrutura de controle de armas para substituir o Novo Start. Mas a negociação exige um parceiro disposto a operar de boa-fé. E a agressão brutal e não provocada da Rússia na Ucrânia destruiu a paz na Europa e constitui um ataque aos princípios fundamentais da ordem internacional”, disse Biden.

Segundo ele, o país renova seu compromisso com o mundo “para ser um administrador responsável de seu arsenal nuclear e continuar trabalhando para o objetivo de um mundo sem armas nucleares”. Ele falou durante a Décima Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), segundo informações prestadas pela Casa Branca.

“Esse compromisso é o motivo pelo qual os Estados Unidos se uniram a outras nações com armas nucleares em janeiro, para afirmar nossa crença compartilhada de que uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada. E é por isso que meu governo priorizou a redução do papel das armas nucleares na nossa estratégia de segurança nacional”, afirmou Biden.

Ele afirmou ainda que sempre trabalhou para que houvesse limites de armas recíprocos significativos entre os EUA e a Rússia.

Nesse contexto, a Rússia deve demonstrar que está pronta para retomar o trabalho de controle de armas nucleares com os Estados Unidos, disse ele. “A China também tem a responsabilidade como um estado de armas nucleares de se engajar em negociações que reduzirão o risco de erros de cálculo e abordarão a dinâmica militar desestabilizadora. Não há benefício para nenhuma de nossas nações, ou para o mundo, em resistir ao engajamento substantivo no controle de armas e não proliferação nuclear”, concluiu.

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